quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Único destino...

Chega o momento da partida
E a despedida vem,
Certeira como sol
Após noite escura.

Enfim, se etabelece a certeza
De que o único destino
Se faz no infinito
De uma despedida eterna.

Despedida dessas,
Cheias de renúncia
Que deixa o peito cheio de angústia
Pela parte sua que se vai.

Ida que acontece
Sem rumo, sem destino,
Entendendo o perigo
De deixar a felicidade passar.

Até o momento
Que só resta respirar
E esperar que, em algum lugar,
A felicidade vá lhe encontrar.

- Tamires Carvalho -

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Moço que é paz...


Aquele moço aparece
Com seu belo topete
E faz o mundo parar
Como se aquela moça
Não pudesse respirar.

Ela fica assim,
Encantada com a beleza daquela alma
E totalmente fascinada
Pela loucura maluca
Que aquele moço traz consigo.

A vontade é de ficar
Fazer a noite durar pra sempre
Pra garantir a conversa constante
Que tava tendo com o tal cara
De loucura singular

Ela sabia
Do quão ímpar era aquele encontro
E pensou no quanto queria
Que aquilo crescesse
E fosse mais que sonho

Um alguém feito pra ela
Desses, que a gente não espera
E quando vê tá lá,
Esperando algo
Que não sabe o que é.

O fato é que distância é problema
E problema q ninguém encara
Ou, sequer, espera.
Distância é barco sem rumo
Porto sem barco.


Coração à esmo
Se perde no mundo
Como se sem um pedaço
E é aí que a solidão
Domina o enlaço

E na fanfarra dessa história,
O nó fica desfeito
Como laço,
Mal feito,
Que se perde com o vento.

Apesar disso, ela canta!
Acompanha aquela dança
Que só o moço louco
Sabe fazer.

Aguarda o tal dia do abraço
Mesmo sem saber
O que o tal momento vai trazer.
Sabe que a vida é caixa fechada
Que a gente só sabe o que tem, quando abre.

Decide abrir,
E mais uma vez se encanta.
O cara, além de artista,
Dança.

Sente com os pés
Dança com as mãos
No papel macio
Que chega, vazio,
E se enche de inspiração.

Coisa de quem tem mente leve
Escrever sobre a vida
E seguir, rumo à saída
Que só a poesia
Pode proporcionar.

Então, ela escreve, investe
No sentimento que nem sabe o que é
Suspira, no lance
Se enche da pane
Que aquele descompasso traz.

No fim das contas,
Tudo vira paz
E o que era antigo, se vai.
O novo chega
E a vida refaz.



- Tamires Carvalho -

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Meu céu

Coisa de lua
É coisa que vai e vem...
Aos poucos vou aprendendo
O que é que me convém.

Céu nublado
Deixa a lua escondida
Até que chega o dia
E o sol domina o lugar.

Céu do peito
É coisa de cada um
E céu do outro
É terra que ninguém pisa.

Tem momentos
Que a lua do outro
Foge, se faz de teimosa
E vem fazer parte do meu céu.

Lua vai, lua vem...
Até que meu céu
Fica só com estrelas
E vejo minha lua
Brilhar em outro lugar.

Mas, para variar,
Tempo de lua cheia
É alegria de céu sonhador:
Logo passa!

Quando assusto,
Minha lua volta
E é aí que tiro o véu.
Emfim, chegou o momento
De cada lua ficar no seu céu.

- Tamires Carvalho -

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Deixo ir...

Hoje tô no dia de deixar ir. Aos poucos vou aprendendo que, nem sempre, deixar ir significa desistir ou perder.

Coração confuso, bate descompassado, e não existe amor que resista a descompasso do peito.

Coração é como bicho que a gente cuida, com carinho. A gente solta, ele sai, voa, mas após espairecer, retorna a seu lugar de direito.

Então, agora deixo ir! O coração fica triste que só, e a ausência causa uma angústia, como quem desiste de lutar, mas abrir mão do presente serve para semear um futuro completo, repleto de toda felicidade, que só um sentimento verdadeiro pode proporcionar.

Vá, voe, se perca e se encontre aqui, no lugar meu, que é todo seu!

- Tamires Carvalho -

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Seu lugar


Como faço com essa saudade
Que me invade, me domina
E me deixa assim, sem rima,
Na ausência do compasso
Que é você?

O que faço com esses olhos
Que se perdem no infinito
Rumo ao incerto
Que só teu olhar, certo,
Pode proporcionar?

Ah moço, 
Meu peito me inunda dos seus sorrisos
E cada dia mais
Vejo que preciso
Me preencher do que sinto por ti.

Meus pensamentos vivem em ti
E já são todos seus
Meus sonhos, meus planos
E meus desejos loucos
De "pra sempre" ou "nunca mais".

Te olho, te enchergo
E tudo que vejo
É o cara que desejo
Para preencher minh'alma 
Com essa felicidade que acalma.

Abra o peito,
Se permita respirar...
Organize o coração,
Coloque tudo onde deve,
Em seu devido lugar.

Quando acabar,
Respire fundo,
Revire, volte
E me encontre aqui,
No seu lugar!


- Tamires Carvalho - 
 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Corro riscos


Quando assustei, estava lá, perdida na loucura que se encontrava dentro de mim. Queria fugir, mudar, deixar para trás todos aqueles anseios, mas a verdade era que eu já estava envolvida e pensar que talvez fosse ilusão, me deixava com uma tristeza que até parecia que ia transbordar o peito.
O que ele tinha? Não sei dizer! Era um encantamento diferente, criado por quem ele era. Suas ações e posturas faziam dele um cara diferente, a ponto de valer a pena. A vontade que tinha, era de tê-lo por perto sempre, porque ele me fazia bem, mas não um bem utópico... Um bem real!
Ao pensar nele, tinha vontade de abrir a porta e encontrá-lo do lado de fora, há minha espera. Ao ouvir qualquer música que fosse, queria que ele estivesse lá, dançando comigo. Ao ficar triste, desejava que ele fizesse com que eu me esquecesse de todos os meus problemas, porque com ele o longe fica perto, o errado fica certo, e o certo era o fato de que eu estava totalmente encantada por ele.
Sabia dos riscos, mas a verdade era que eu estava disposta a encarar todos eles. Se fosse para acabar, que acabasse junto com ele, de preferência dormindo, de conchinha, na cama de solteiro que nos acomodava na medida certa.

- Tamires Carvalho -

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Final feliz

De repente
O poder vira querer
E o querer
Deixa de ser o que era.

Vontade de deixar estar,
Já não há!
O lance, agora, é SER...
Ser o que puder ter.

Quero ser
O eu que sou
Não mais
O eu que passou.

O eu presente
Faz o recente valer a pena
Como se só nós dois
Estivéssemos em cena.

O filme,
Talvez seja uma comédia romântica...
Independente das variáveis,
Tem uma constância

Com romance, comédia ou suspense,
É o coração quem diz
Que essa história
Promete um final feliz.

-Tamires Carvalho-

Amor Incrível

Hoje acordei inspirada! Inspiração proporcionada por um novo amor? De certa forma, sim. Na verdade, acho que proporcionada por alguns amores, mas não me refiro a amor carnal. Estou falando de pessoas que têm o dom de iluminar a vida dos outros.
Atualmente tenho descobrido que nem toda presença se faz estando perto e que nem todo amor surge por pessoas que conhecemos. Tenho andado constantemente apaixonada por algumas pessoas, que mudam meus dias, seja com um texto interessante, às sextas feiras, um novo verso, nas manhãs mais inesperadas, ou um afeto, feito de coração, numa lata que qualquer outra pessoa jogaria no lixo.
Essas pessoas possuem um poder de construção de amor que ultrapassa qualquer barreira de distância e nos fazem deixar de lado qualquer necessidade de saber, ao certo, quem elas são.
O fato é que elas fazem parte da minha vida de forma efetiva, constante, e tudo fica mais colorido, graças a elas. Então, hoje senti necessidade de escrever sobre todos esses sentimentos e deixar clara toda minha gratidão e todo o meu amor, por cada um desses artistas, de corações gigantes (independente de seus tamanhos e idades), que me contagiam, diariamente, com sua sensibilidade.
Vocês são incríveis!

- Tamires Carvalho -

*Dedicado, em especial, aos queridos Senhores do Afeto na Lata. Amo vocês!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Acelerar! Não parar!

Que sensação danada de que vai dar tudo certo!
Lucy costumava se entregar de mais e, com isso, acabava quebrando a cara. Durante os últimos tempos, havia se acostumado com essa dura realidade e decidido manter o pé no freio!
Daquela vez, a vontade de acelerar era gigante e, mesmo se lembrando das lições aprendidas anteriormente, acelerou, como se estivesse numa estrada, rumo ao infinito. Começou a se empolgar, a gostar, então teve medo. Com o medo, uma decisão: talvez, devesse pisar no freio.
Pensando nesse papo de acelerar ou freiar, se lembrou de ter lido, certa vez, que quanto mais alto, maior o tombo, mas que tombo de amor, é tombo que vale o risco. Concluiu que apesar do medo, preferia se arrepender por alta velocidade do que viver aquela história sem emoção alguma.
Para sua surpresa, o par, em questão, não tinha medo de altura e preferiu seguir, a toda velocidade, rumo ao incerto! Se fosse para pisar no freio, seria para puxar o freio de mão, mas de freio de mão, Lucy não queria saber! Queria mesmo era acelerar, dirigindo a própria vida, em busca da deliciosa magia, que só um amor incerto pode proporcionar.

- Tamires Carvalho -

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Final feliz

De repente
O poder vira querer
E o querer
Deixa de ser o que era.

Vontade de "deixar estar",
Já não há!
O lance, agora, é ser...
Ser o que puder ter.

Quero ser
O eu que sou
Não mais
O eu que passou.

O eu presente,
Faz o recente valer a pena
Como se só nós dois
Estivéssemos em cena.

O filme,
Talvez seja uma comédia romântica.
Independente das variáveis,
Existe uma constância.

Com romance, comédia ou suspense
É o coração quem diz
Que essa história
Promete um final feliz!

- Tamires Carvalho -

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Saudade de Lua

E hoje a lua,
Brilhante no céu,
Me faz lembrar,
Dos tempos de mel.

Mel que era doce
Desses, de preencher o peito,
Até chegar o momento
De não caber mais nada lá dentro.

Lua cheia,
Tem mania de saudade,
Se esquecendo que, na realidade,
Aquele tempo já passou.

Recordar
É como sentir, de novo
Aquele beijo,
O abraço, o cheiro!

Respiro fundo
E sinto no ar
Aquele cheiro seu.
Já não quero acordar.

Recordar é como sonho,
Que trás pra perto, o que está longe.
É nele que eu descubro
Onde é que você se esconde.

Esse esconderijo,
Tem endereço certo!
Não tem ruas, nem vielas,
Mas me tem, te esperando,
Em cada uma das janelas.

Tal endereço,
Se encontra em meu peito
E a vontade é de trancar a porta,
Para que, nem com uma reviravolta,
Outra pessoa possa ocupar o seu lugar!

- Tamires Carvalho -

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Amores à parte


Estava em casa, pensando na vida, enquanto ouvia um pouco de Banda Maglore. A junção da minha cabeça bagunçada com aquela música, me fez indagar quanto à afirmação da música, utilizando como base os meus poucos conhecimentos sobre o assunto. Então, para iniciar minha falação, deixo a seguinte pergunta:  Será verdade, que "todos os amores são iguais"?
Analisando a afirmação, segundo o que diz a música, a princípio concordei, sem qualquer conflito. Mas agora, após tê-la ouvido diversas vezes e ter a oportunidade de analisá-la, a fundo, chego a conclusão de que descordo dessa ideia.
O amor, apesar de ser o sentimento clichê de maior prestígio, seja na música, no cinema, na poesia, ou em qualquer outra arte, é um sentimento cheio de possibilidades, como um dado, multifacetado. Ele tem o poder de nos promover ao céu, ou de nos conduzir, sem escalas, rumo ao inferno.
Como é possível um mesmo sentimento nos proporcionar sensações tão distintas? Essa é fácil! Tal diferença se justifica pela ampla diversidade de personalidades e pelo fato de o coração ser metido e extremamente auto-suficiente, a ponto de decidir sozinho o ato de gostar ou não das pessoas que cruzam seu caminho.
Por mais que a razão aponte um dado caminho, a decisão final é tomada pelo coração que, geralmente, haje de forma a contrariar a consciência. No fim das contas, cada amor é um amor e cada um constrói seu próprio caminho, suas próprias particularidades e o seu próprio ponto crucial, onde ocorre o encontro com a magia das estrelas, em noite fria, de céu enluarado.
Após analisar tudo isso, que minha cabeça matutou, afirmo que o compositor estava errado (assim como o mesmo assumiu, em uma outra música). Cada amor tem uma cor, um cheiro, um sabor. Essas particularidades pertencem aos protagonistas de cada caso. Me desculpe, Teago*! Poetas, poetas. Amores à parte!


-Tamires Carvalho -

* Teago Oliveira: vocalista da Banda Maglore. Compositor nato, de talento ímpar.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Lágrimas de Mar


E hoje o alento
Fica ao relento
E eu fico aqui, sofrendo,
Pelo alguém que já não sou.


E hoje o querer
Fica longe do poder
E a única coisa que me sobra
É o choro que vem, sem demora,
Inundando o peito de dor.


Agora o SIM, se faz NÃO,
Afastando os pedidos de perdão
Fazendo ficar no coração
Somente a marca do passado.


Cuidado, já não há!
Não resta, sequer, 
Uma vontade de ligar
Sinto que os olhos vão desabar
Assim como monte, inundado pelo mar.


Respiro fundo,
Escuto aquela canção
Quem sabe, ela não pode acalmar
Esse tristonho coração?


Ergo as mãos e clamo aos céus
Que não me deixe assim,
Largada, ao léu!


Na boca, sinto o gosto de féu
E penso que tudo estaria doce
Se você, apenas hoje
Comigo "fosse".


Recebo os dedos,
Que me apontam a alma
Não tenho, agora,
Aquela palavra,
Que me acalma.


De cabeça baixa
Sigo sozinha
Carregando essa dor
Que sei, ser só minha.


Entendo, então,
Que alento, não há!
Não existe, sequer
A vontade de ficar.


O que me resta é deitar,
E esperar que,
Assim como as ondas do mar,
Minhas lágrimas venham
Me consolar.

- Tamires Carvalho -

domingo, 18 de maio de 2014

Amor Certo


E, mais uma vez, lá estava ela, fazendo tudo errado e caminhando rumo a uma perda irreparável. O momento do "click", veio tarde e ela ficou perdida, como se o céu tivesse se apagado, junto com toda a luz que havia existido em sua vida.

Por algum motivo inexplicado, tinha uma grande vocação à infelicidade e à solidão. Estava tão acomodada em sua "vidinha de coitada", que ao encontrar o amor verdadeiro, desconfiou, exitou e chegou à beira do precipício, onde estava prestes a jogar todo aquele sentimento fora.

Ela pensava que precisava crescer e aprender a ser feliz. Se sentia deprimida por estar fazendo sofrer a pessoa mais importante de sua vida. Entendia que seu grande amor merecia muito mais que uma pessoa vazia de verdades e cheia de medos... Ele merecia uma mulher de verdade, que fizesse valer a pena cada um dos seus planos, e se entregasse àquele amor de corpo e alma. Mas ela, não era assim!

Era uma garota que, apesar da idade, ainda se encontrava na adolescência, cercada de todas as frustrações de sua infância, que a assombravam e a faziam ter certeza de que não havia nascido para a felicidade. 

Naquela manhã, acordou com o peito apertado. Sabia que teria que esperar o dia todo pela possibilidade de tentar se desculpar e, quem sabe, voltar ao caminho da felicidade, ao lado do seu amado. Mais uma vez, ela teve medo: medo de ser fraca, de não conseguir dizer tudo que se passava em sua alma, e acabasse perdendo, de vez, sua última chance de ser feliz.

A verdade era que sua alma estava em frangalhos, por saber que sua "melhor parte", sua essência, talvez estivesse indo embora pra sempre. Ela sabia bem que não existe mar sem rio e que aquele rio tinha sido feito para desembocar naquele mar. Sabia que eles se completavam, como um encaixe perfeito, e que o ciclo da vida estaria incompleto e banal na ausência de um dos dois. 

Parou, se lembrou de cada momento, cada palavra, cada olhar e se recordou do sentimento que inundou seu peito logo no primeiro momento. Esse sentimento era algo inédito em sua vida, algo que nunca havia feito parte de seu ser. O sentimento em questão, não era o amor ( que já gritava em seu peito, antes mesmo do primeiro encontro)... Era um sentimento mais concreto, sem nuances. Ela sentiu CERTEZA! Uma certeza danada de "pra sempre" ou "nunca mais" e, explicitamente, optou pelo "pra sempre", saltando em queda livre, sem pára-quedas ou qualquer outra proteção.

Pensando nisso tudo, se decidiu. Ela encararia tudo aquilo, com a mesma certeza sentida quase 2 anos antes. Mostraria a ele o quanto aquele desejo de "pra sempre" era sincero e que, dessa vez, estava disposta a abrir mão de tudo que fosse necessário para tê-lo de volta. Se arrumou, colocou seu melhor vestido, e partiu com toda sua certeza, rumo ao incerto que a esperava.


- Tamires Carvalho - 


domingo, 20 de abril de 2014

Conversa de Praça


E, mais uma vez,
Aqui estamos nós
Nessa praça, que é nossa
Por questão de direito


Me lembro do primeiro beijo quente,
Marcado pela presença 
De seus postes reluzentes!


Naquela noite vi nascer
Um sentimento que era algo mais
Sentimento que me fez perceber
Tudo do que sou capaz.


Mais uma vez, 
Aqui estamos nós
Sós, no movimentado balanço do povo,
Que nos leva a construir
Um conhecimento novo.


Percebo, então, que tudo está aqui!
Aqui se encontra começo, meio e fim
Fim de algo que acaba no reencontro
E que permite um recomeço
Através de um único ponto.

- Tamires Carvalho -

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Eclipse


O que quero agora?
Quero o que é meu
Quero esse eu
Que é todo seu.


Espero a chegada
Do tempo do eclipse


Vivemos assim,
Como lua e sol
Separados pelas horas
Unidos por um lençol.


Mas sei que, um dia,
Chega a fusão
E não mais restará
Essa tal de solidão.


União de almas
Se dará como rio e mar
Esse momento vai chegar
Quando a gente se encontrar.


Amor a distância
Será coisa antiga
Não mais existirá
Nem dor, nem briga.


A cama vai ser o lugar
De deixar falar o coração.
Seremos só nós dois
Naquele macio colchão.


Na mão esquerda
A mensagem do que é belo
Sei que isso é amor
Coisa de sentimento eterno!


A vida vai passar
E nós estaremos lá!
Ao fim de tudo,
Restará ao outros, recordar.


Amor como esse
Ainda tá pra nascer
Sei que esse só surge
Quando a gente se vê


Preparo a alma,
Sinto a calma
Que esse seu amor me dá.


Fecho o peito,
Te guardo lá dentro,
Você é tudo
Que poderia desejar!

- Tamires Carvalho -

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Avesso


E, de repente,
Minha vida vira do avesso
Revirando o forro
E mostrando o avesso do erro,
Que sou eu.

Penso no grito,
Que ecoa no infinito,
E grito o mais alto
Que minhas palavras
Consigam gritar.

Me lembro do tempo
Que o fácil era constante
A alegria era estante
Dos vários livros, lindos,
Que só você podia colocar.

Percebo que o erro
Assim como o desespero
É um mal que nos inunda
Calando o grito
Que ecoa na alma.

Me lembro do que ouvi
Quando ainda era criança:
Todo erro traz resposta
Mas, às vezes,
Ainda resta esperança.

Então decido que,
Na ausência de voz, para grito,
Escrevo, imagino, recito
Palavras que só seus olhos podem ver,
Declarações que só seu coração pode escutar.

Isso tudo na esperança,
De que, na lembrança
Exista a chave da tranca
Que esse erro nos colocou.

Respiro, 
Deixo o choro
E vejo os sentimentos,
Como coro, 
Clamando pelo consolo
Que só você pode trazer.

Sei que agora,
O que resta é esperar...
então espero, ansiosamente
Que me diga,
Que vem pra ficar.



- Tamires Carvalho - 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Repensando...

Ela estava lá, olhando além, quando deu por si e foi dominada por um ódio inflamável, que a corroeu por dentro.
Respirou fundo, se fechou o máximo que pôde e pensou, por algum tempo, como podia uma pessoa ser tão ruim, a ponto de se alegrar com a desgraça alheia.
A vontade foi de gritar ou, que sabe, atacar aquele bicho que, por desventura, havia cruzado seu caminho, mas vingança é um desejo que o ódio provoca e que, em momentos de explosão, pode causar atos insanos, e ela sabia disso. O melhor a fazer era ficar na sua.
Ao fim de tudo, ela sentiu pena do tal bicho, ao compreender o quão pequeno e infeliz ele era. Não amava ninguém, por não saber o significado real deste sentimento e, convenhamos, não existe nada mais triste e digno de dó que a ausência de amor, seja pelo próximo ou por si mesmo.
Então ela resolveu que seguiria seu rumo, sem se preocupar com quem não valia a pena. Ela, que havia se privado tanto, agora se entregaria à vida, há despeito de tudo e de todos, e conquistaria sua verdadeira felicidade, nem que esta custasse muito... Nem que custasse tudo!

- Tamires Carvalho -

domingo, 19 de janeiro de 2014

Você


I

Um sorriso já me basta
Para inundar meu mundo.
Sigo pensando em tudo que temos
E me questiono se mereço tanto tudo.

Recebo o amor
Que só você pode me dar
E sei que isso me basta.
É o que me faz respirar.


II

Quando está distante
Meu eu fica sendo o restante
Do tudo que sou, constante,
Quando estou com você.

Na distância lembro do cheiro,
Seus olhos na noite,
O abraço, o beijo...

É como se sentisse aqui,
Dentro do peito,
Esse compasso que é todo seu.


III

Penso no quanto 
Você sou eu
E percebo que meu eu
Já não é eu sem você.

Desejo, então,
Que o agora seja sempre
E que o sempre seja mais
Do que possamos contar.

Desejo um amor que ultrapasse o tempo
E que, assim como as palavras,
Caminhe sempre com o vento.

Dessa forma vou saber que
Não importa onde vamos estar,
Assim como o RIO e o MAR,
Até mesmo em outra vida,
Você vai me encontrar.


- Tamires Carvalho - 




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Jardim

Voo por todo canto
De flor em flor
Te dou encanto.

Respiro fundo
Sinto o cheiro
Passo a frente,
Encontro um jeito.

No jardim do meu desejo
Te encontro,
Encho o peito.

Reviro, volto
Dou piruetas!
E é então
Que tu te deitas.

Fecha os olhos,
Pára meu mundo...
Então te sinto
E tenho tudo.


- Tamires Carvalho -