terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Secreto


Quando vejo que o mundo
Parece parar
Não me resta mais nada
Que não seja chorar.

Sozinha, no tal dia,
Olho pro céu
E, quem diria,
Não existem mais estrelas.

A lua perdeu seu brilho
Ao ver que o brilho que eu preciso,
Simplesmente,
Está perdido.

Me lembro do tempo
Em que estávamos longe
E toda aquela distância
Machucava e fazia doer.

Hoje, 
De que me adianta o perto
Se, nesse momento, o mais importante
Está na distância, que é você?

Penso, repenso,
Tento me conformar.
Mas o coração está desolado,
Por não poder contigo estar.

Vejo, mais uma vez,
A emoção vencendo a razão...
Percebo que, aqui,
Quem manda é o coração.

Calo o peito
Sufoco a alma
E tomo a frente 
Da situação.

Então percebo
Que na distância faz-se perto
Pois tenho em mim um pedaço seu,
Secreto.

Este, por mais que prodcurem,
Não pode ser encontrado,
Por já ter se fundido a mim,
Desde que me foi dado.

Ao fim das lágrimas,
Vem um suspiro...
Nele digo e repito
Pedidos por um futuro bom.


- Tamires Carvalho - 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

(IN)CONSTANTE


         Sabe aquele momento em que sua maior vontade é a vontade de não ter mais nada? Por mais estranho que pareça, esse momento é "o momento"!

         Esquecemos o passado, desistimos do futuro e o tal "mal necessário", que nos leva ao mais importante: O PRESENTE! Parece pouco, mas o presente é, na verdade, a libertação, por ser a possibilidade de um recomeço e, muitas vezes, o recomeço vem acompanhado de um ótimo reencontro ou, melhor dizendo, um novo encontro.

          Assim como o rio, ao desembocar no mar, é sempre um novo rio, esse "eu-mar" se faz novo a cada desembocar. O reencontro constante nos permite vivenciar paixões e re-paixões, que podem durar o tempo certo...podem durar para sempre.

      Agora, pensando em tudo isso, reparo a constância inconstante que somente um sentimento verdadeiro pode nos proporcionar, e vejo que não existe nada mais maravilhosamente inconstante que a constante espera do rio, por esse mar.


- Tamires Carvalho - 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Viagem

Me acendo e me deixo
Perdida nesse beijo
Que vem, esquenta o peito
Me fazendo entender.

Luto, fujo
Corro contra o mundo
Mas não resolve, não tem jeito
Está em ti o meu desejo.

Decido, me entrego
Te deixo me levar
E não demora pros seus olhos
Me colocarem há viajar.

Viagem essa
Com ida, sem volta
Prum lugar único no mundo
Com felicidade que renova a alma.

Aceito o pedido
Te tenho, não resisto
Me encho de ti
E o resto deixo, esqueço.

- Tamires Carvalho -