quinta-feira, 26 de junho de 2014

Amores à parte


Estava em casa, pensando na vida, enquanto ouvia um pouco de Banda Maglore. A junção da minha cabeça bagunçada com aquela música, me fez indagar quanto à afirmação da música, utilizando como base os meus poucos conhecimentos sobre o assunto. Então, para iniciar minha falação, deixo a seguinte pergunta:  Será verdade, que "todos os amores são iguais"?
Analisando a afirmação, segundo o que diz a música, a princípio concordei, sem qualquer conflito. Mas agora, após tê-la ouvido diversas vezes e ter a oportunidade de analisá-la, a fundo, chego a conclusão de que descordo dessa ideia.
O amor, apesar de ser o sentimento clichê de maior prestígio, seja na música, no cinema, na poesia, ou em qualquer outra arte, é um sentimento cheio de possibilidades, como um dado, multifacetado. Ele tem o poder de nos promover ao céu, ou de nos conduzir, sem escalas, rumo ao inferno.
Como é possível um mesmo sentimento nos proporcionar sensações tão distintas? Essa é fácil! Tal diferença se justifica pela ampla diversidade de personalidades e pelo fato de o coração ser metido e extremamente auto-suficiente, a ponto de decidir sozinho o ato de gostar ou não das pessoas que cruzam seu caminho.
Por mais que a razão aponte um dado caminho, a decisão final é tomada pelo coração que, geralmente, haje de forma a contrariar a consciência. No fim das contas, cada amor é um amor e cada um constrói seu próprio caminho, suas próprias particularidades e o seu próprio ponto crucial, onde ocorre o encontro com a magia das estrelas, em noite fria, de céu enluarado.
Após analisar tudo isso, que minha cabeça matutou, afirmo que o compositor estava errado (assim como o mesmo assumiu, em uma outra música). Cada amor tem uma cor, um cheiro, um sabor. Essas particularidades pertencem aos protagonistas de cada caso. Me desculpe, Teago*! Poetas, poetas. Amores à parte!


-Tamires Carvalho -

* Teago Oliveira: vocalista da Banda Maglore. Compositor nato, de talento ímpar.