quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Moço que é paz...


Aquele moço aparece
Com seu belo topete
E faz o mundo parar
Como se aquela moça
Não pudesse respirar.

Ela fica assim,
Encantada com a beleza daquela alma
E totalmente fascinada
Pela loucura maluca
Que aquele moço traz consigo.

A vontade é de ficar
Fazer a noite durar pra sempre
Pra garantir a conversa constante
Que tava tendo com o tal cara
De loucura singular

Ela sabia
Do quão ímpar era aquele encontro
E pensou no quanto queria
Que aquilo crescesse
E fosse mais que sonho

Um alguém feito pra ela
Desses, que a gente não espera
E quando vê tá lá,
Esperando algo
Que não sabe o que é.

O fato é que distância é problema
E problema q ninguém encara
Ou, sequer, espera.
Distância é barco sem rumo
Porto sem barco.


Coração à esmo
Se perde no mundo
Como se sem um pedaço
E é aí que a solidão
Domina o enlaço

E na fanfarra dessa história,
O nó fica desfeito
Como laço,
Mal feito,
Que se perde com o vento.

Apesar disso, ela canta!
Acompanha aquela dança
Que só o moço louco
Sabe fazer.

Aguarda o tal dia do abraço
Mesmo sem saber
O que o tal momento vai trazer.
Sabe que a vida é caixa fechada
Que a gente só sabe o que tem, quando abre.

Decide abrir,
E mais uma vez se encanta.
O cara, além de artista,
Dança.

Sente com os pés
Dança com as mãos
No papel macio
Que chega, vazio,
E se enche de inspiração.

Coisa de quem tem mente leve
Escrever sobre a vida
E seguir, rumo à saída
Que só a poesia
Pode proporcionar.

Então, ela escreve, investe
No sentimento que nem sabe o que é
Suspira, no lance
Se enche da pane
Que aquele descompasso traz.

No fim das contas,
Tudo vira paz
E o que era antigo, se vai.
O novo chega
E a vida refaz.



- Tamires Carvalho -

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Meu céu

Coisa de lua
É coisa que vai e vem...
Aos poucos vou aprendendo
O que é que me convém.

Céu nublado
Deixa a lua escondida
Até que chega o dia
E o sol domina o lugar.

Céu do peito
É coisa de cada um
E céu do outro
É terra que ninguém pisa.

Tem momentos
Que a lua do outro
Foge, se faz de teimosa
E vem fazer parte do meu céu.

Lua vai, lua vem...
Até que meu céu
Fica só com estrelas
E vejo minha lua
Brilhar em outro lugar.

Mas, para variar,
Tempo de lua cheia
É alegria de céu sonhador:
Logo passa!

Quando assusto,
Minha lua volta
E é aí que tiro o véu.
Emfim, chegou o momento
De cada lua ficar no seu céu.

- Tamires Carvalho -

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Deixo ir...

Hoje tô no dia de deixar ir. Aos poucos vou aprendendo que, nem sempre, deixar ir significa desistir ou perder.

Coração confuso, bate descompassado, e não existe amor que resista a descompasso do peito.

Coração é como bicho que a gente cuida, com carinho. A gente solta, ele sai, voa, mas após espairecer, retorna a seu lugar de direito.

Então, agora deixo ir! O coração fica triste que só, e a ausência causa uma angústia, como quem desiste de lutar, mas abrir mão do presente serve para semear um futuro completo, repleto de toda felicidade, que só um sentimento verdadeiro pode proporcionar.

Vá, voe, se perca e se encontre aqui, no lugar meu, que é todo seu!

- Tamires Carvalho -

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Seu lugar


Como faço com essa saudade
Que me invade, me domina
E me deixa assim, sem rima,
Na ausência do compasso
Que é você?

O que faço com esses olhos
Que se perdem no infinito
Rumo ao incerto
Que só teu olhar, certo,
Pode proporcionar?

Ah moço, 
Meu peito me inunda dos seus sorrisos
E cada dia mais
Vejo que preciso
Me preencher do que sinto por ti.

Meus pensamentos vivem em ti
E já são todos seus
Meus sonhos, meus planos
E meus desejos loucos
De "pra sempre" ou "nunca mais".

Te olho, te enchergo
E tudo que vejo
É o cara que desejo
Para preencher minh'alma 
Com essa felicidade que acalma.

Abra o peito,
Se permita respirar...
Organize o coração,
Coloque tudo onde deve,
Em seu devido lugar.

Quando acabar,
Respire fundo,
Revire, volte
E me encontre aqui,
No seu lugar!


- Tamires Carvalho -