Quando dei por mim, estava lá, viajando na maionese e pensando em várias possibilidades impossíveis, enquanto ouvia um pouco de Roberta Campos. Fiquei cheia de sentimentos pensantes, que pareciam ter vontade própria, e tudo aquilo que estava sentindo me fez perceber que os sentimentos são muito além que seres domáveis, acorrentados dentro do peito.
Quis, com força, que as coisas desses certo e, às vezes, dar certo significa abrir mão. Apesar de todo o medo, resolvi seguir minha intuição e esperar mais um pouco. Fui dominada por um medo absurdo de errar, mas, mesmo assim, segui em frente.
A desilusão gritou auto aos meus ouvidos que "meu caso era caso perdido e minha sina era ficar sozinha". Não ouvi esse clamor. Preferi tampar os ouvidos e burlar as dúvidas. Pensei, insistentemente, que o melhor ainda estava por vir e ainda conheceria o certo. Insisti no pensamento por entender que o mesmo tem o poder de decidir muitas coisas na vida da gente.
De repente, me assustei! Percebi que não estava sozinha e que, talvez, o certo já estivesse lá. Novamente pensei na vida, no futuro, e aquela tristeza passou. O que era ruim, se foi. Voou!
- Tamires Carvalho -