O que esperar
Do silêncio que se faz?
Hoje o poema,
Que pairava sereno
Fica quieto,
Como se perdido
Entre as páginas do meu caderno.
Quantas vezes ele voou,
Muitas outras, navegou
Rumo à alegria de mar
Que existia naquele olhar...
Quantas vezes ele cantou.
Canções de saudade e dor
E ecoou, como grito de socorro.
Por muitas vezes implorou,
Planejou, desejou
E até mesmo escoou,
Por um rosto de expressão triste.
Mas poema de amor é assim:
Às vezes parte,
Em outras persiste
E insiste na nostalgia
Do presente que não mais existe.
Queria eu,
Mesmo que em sonho,
Reviver aquela realidade
E, mais uma vez,
Escrever seu sorriso
Por toda parte.
- Tamires Carvalho -