sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Aquele poema...

O que esperar
Do silêncio que se faz?

Hoje o poema, 
Que pairava sereno
Fica quieto,
Como se perdido
Entre as páginas do meu caderno.

Quantas vezes ele voou,
Muitas outras, navegou
Rumo à alegria de mar
Que existia naquele olhar...

Quantas vezes ele cantou.
Canções de saudade e dor
E ecoou, como grito de socorro.

Por muitas vezes implorou,
Planejou, desejou
E até mesmo escoou,
Por um rosto de expressão triste.

Mas poema de amor é assim:
Às vezes parte,
Em outras persiste
E insiste na nostalgia
Do presente que não mais existe.

Queria eu,
Mesmo que em sonho,
Reviver aquela realidade
E, mais uma vez,
 Escrever seu sorriso
Por toda parte.


- Tamires Carvalho -  

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