segunda-feira, 8 de maio de 2023

Então, vamos?

Despedida batendo forte aqui Questionando tudo aquilo
Que eu pensava saber sobre mim.

Que despedida é essa, 
De palavras não ditas, 
Olhares não trocados 
E encontro não marcado?

Como despedir 
Daquilo que foi, voltou...
Foi, voltou e não terminou?

Para dpespedir,
É necessário pôr o fim!

Façamos então um trato: Encontramos, conversamos, 
Trocamos os anéis, os poemas,
Tiramos um último retrato...

Depois atestamos o fato: 
Realmente, é passado o nosso fim!

- Tamires Carvalho -

sábado, 6 de maio de 2023

Despedida do mar


Quando a esperança
Ultrapassa o medo
Quando a fé
Vale mais que o desejo
Quando o eu
Se encontra por inteiro
E a mentira
Se desfaz pelo vento
É sinal
Que chegou o momento
De o passado
Ser deixado para trás
E a alma
Seguir o caminho
Das maravilhas
Que o futuro traz!


 - Tamires Carvalho - 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Ainda

Mais uma vez a pergunta vem:
Será que ainda sou o amor
Daquele alguém?

Será que ainda estremece
Ao pensar em mim?
Será que seu peito padece
Pelo amor alimentado?
Será que ainda carrega consigo
Aquele retrato?

Mais uma vez, você vem e me marca.
O que fazer com o perfume
Que de ti exala?
O que fazer com a canção
Que me lembra você?
As vezes me lembro de ti,
Sem razão e nem porquê.
As vezes me lembro de ti.

Me pergunto:
Será que ainda pensa em mim?
Será que ainda me ama?
Sonha comigo
E o meu nome chama?
Será que ainda me ama?
Será?

- Tamires Carvalho - 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

De novo?

Aqui estou eu,
De novo,
Sentindo o que palavras não explicam,
Planejando o implanejável,
Vivendo o que já não me pertence.

Eu,
Que tranquei o passado,
Me prendi no presente
E planejei um futuro
Que fosse totalmente diferente.

Eu,
Que prometi não mais sentir
E que me esforcei para deixar ir
O que um dia
Já foi meu.

Eu,
Que parei de lamentar,
Sofrer ou chorar
Pelo alguém que julguei
Não mais me amar.

Eu!
Aqui estou eu.


- Tamires Carvalho -

Definindo

Hoje o indefinido,
Se faz mais indefinido ainda.
Como definir
O que não pode ser descrito?

A definição da rota,
Do caminho,
Se encontra escolhida
Pelo indefinido do destino.

E como não fagulhar,
Ao ouvir palavras tão ardentes?
Como não arder
Perante lembranças
Que se encontram presentes?

O fato é que o rio,
Mesmo que tranquilo,
Segue para o mar...
Mas como ele, 
Outros o fazem.

Então, a qual rio
O mar pertence?
Como bater o martelo
No que o peito realmente sente?

O rio continua sendo rio,
Mesmo na ausência do mar.
Mas o que será do mar
Se o rio não fluir para o encontrar?

O mar vive,
Resiste, persiste.
Ele fica a mercê do destino
E mesmo quando tudo fica por um fio,
Ele não desiste.
Persiste, resiste, insiste.

O mar é ele,
Composto dele,
E os rios o compõem,
Mas não o são.
Ele o é!

Ele é o mar! Ele é o mar!


- Tamires Carvalho -