Hoje o indefinido,
Se faz mais indefinido ainda.
Como definir
O que não pode ser descrito?
A definição da rota,
Do caminho,
Se encontra escolhida
Pelo indefinido do destino.
E como não fagulhar,
Ao ouvir palavras tão ardentes?
Como não arder
Perante lembranças
Que se encontram presentes?
O fato é que o rio,
Mesmo que tranquilo,
Segue para o mar...
Mas como ele,
Outros o fazem.
Então, a qual rio
O mar pertence?
Como bater o martelo
No que o peito realmente sente?
O rio continua sendo rio,
Mesmo na ausência do mar.
Mas o que será do mar
Se o rio não fluir para o encontrar?
O mar vive,
Resiste, persiste.
Ele fica a mercê do destino
E mesmo quando tudo fica por um fio,
Ele não desiste.
Persiste, resiste, insiste.
O mar é ele,
Composto dele,
E os rios o compõem,
Mas não o são.
Ele o é!
Ele é o mar! Ele é o mar!
- Tamires Carvalho -
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