E hoje o alento
Fica ao relento
E eu fico aqui, sofrendo,
Pelo alguém que já não sou.
E hoje o querer
Fica longe do poder
E a única coisa que me sobra
É o choro que vem, sem demora,
Inundando o peito de dor.
Agora o SIM, se faz NÃO,
Afastando os pedidos de perdão
Fazendo ficar no coração
Somente a marca do passado.
Cuidado, já não há!
Não resta, sequer,
Uma vontade de ligar
Sinto que os olhos vão desabar
Assim como monte, inundado pelo mar.
Respiro fundo,
Escuto aquela canção
Quem sabe, ela não pode acalmar
Esse tristonho coração?
Ergo as mãos e clamo aos céus
Que não me deixe assim,
Largada, ao léu!
Na boca, sinto o gosto de féu
E penso que tudo estaria doce
Se você, apenas hoje
Comigo "fosse".
Recebo os dedos,
Que me apontam a alma
Não tenho, agora,
Aquela palavra,
Que me acalma.
De cabeça baixa
Sigo sozinha
Carregando essa dor
Que sei, ser só minha.
Entendo, então,
Que alento, não há!
Não existe, sequer
A vontade de ficar.
O que me resta é deitar,
E esperar que,
Assim como as ondas do mar,
Minhas lágrimas venham
Me consolar.
- Tamires Carvalho -
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