quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Acelerar! Não parar!

Que sensação danada de que vai dar tudo certo!
Lucy costumava se entregar de mais e, com isso, acabava quebrando a cara. Durante os últimos tempos, havia se acostumado com essa dura realidade e decidido manter o pé no freio!
Daquela vez, a vontade de acelerar era gigante e, mesmo se lembrando das lições aprendidas anteriormente, acelerou, como se estivesse numa estrada, rumo ao infinito. Começou a se empolgar, a gostar, então teve medo. Com o medo, uma decisão: talvez, devesse pisar no freio.
Pensando nesse papo de acelerar ou freiar, se lembrou de ter lido, certa vez, que quanto mais alto, maior o tombo, mas que tombo de amor, é tombo que vale o risco. Concluiu que apesar do medo, preferia se arrepender por alta velocidade do que viver aquela história sem emoção alguma.
Para sua surpresa, o par, em questão, não tinha medo de altura e preferiu seguir, a toda velocidade, rumo ao incerto! Se fosse para pisar no freio, seria para puxar o freio de mão, mas de freio de mão, Lucy não queria saber! Queria mesmo era acelerar, dirigindo a própria vida, em busca da deliciosa magia, que só um amor incerto pode proporcionar.

- Tamires Carvalho -

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