segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Saudade de Lua

E hoje a lua,
Brilhante no céu,
Me faz lembrar,
Dos tempos de mel.

Mel que era doce
Desses, de preencher o peito,
Até chegar o momento
De não caber mais nada lá dentro.

Lua cheia,
Tem mania de saudade,
Se esquecendo que, na realidade,
Aquele tempo já passou.

Recordar
É como sentir, de novo
Aquele beijo,
O abraço, o cheiro!

Respiro fundo
E sinto no ar
Aquele cheiro seu.
Já não quero acordar.

Recordar é como sonho,
Que trás pra perto, o que está longe.
É nele que eu descubro
Onde é que você se esconde.

Esse esconderijo,
Tem endereço certo!
Não tem ruas, nem vielas,
Mas me tem, te esperando,
Em cada uma das janelas.

Tal endereço,
Se encontra em meu peito
E a vontade é de trancar a porta,
Para que, nem com uma reviravolta,
Outra pessoa possa ocupar o seu lugar!

- Tamires Carvalho -

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